O Famalicão fez um mercado extraordinário, segundo o presidente da SAD, Miguel Ribeiro. A venda de Iván Jaime ao FC Porto e a transferência de parte do passe de Pedro Gonçalves ao Sporting foram alguns dos destaques. Miguel Ribeiro congratulou-se com as receitas do último mercado de transferências futebolístico, que incluem também a venda de Alexandre Penetra e a transferência de direitos de Manuel Ugarte. O presidente da SAD do Famalicão acredita que o encaixe financeiro dos famalicenses permite ao clube ter a sua sustentabilidade assegurada para as próximas três temporadas. O mercado de transferências foi apenas uma consequência de três ou quatro anos de trabalho, que para Miguel Ribeiro passa a ser um objetivo que se tornará regular. O Famalicão tem o futuro assegurado para 2023/2024, 2024/2025 e 2025/2026. A contratação por empréstimo de Chiquinho, ex-jogador do Wolverhampton, foi vista como o reforço ideal para tomar o lugar do agora portista Iván Jaime. Miguel Ribeiro lembrou que, fora os três 'grandes' e o Sp. Braga, assim como V. Guimarães e Rio Ave num segundo plano, os emblemas da Liga têm os contratos televisivos 'praticamente tabelados' ao mesmo valor, não suficiente para garantir a sobrevivência. O presidente da SAD do clube nortenho acredita que o modelo do Famalicão deve ser seguido. Tiago Pinto, diretor desportivo da AS Roma, também participou na conferência que pretendia debater o papel do mercado de transferências na 'vida financeira' dos clubes. O dirigente dos romanos abordou a mudança paradigmática causada pelos clubes da Arábia Saudita, um fenómeno que vê com naturalidade. A segunda edição da cimeira Thinking Football Summit decorre entre hoje e sábado, no Porto, com diversos painéis de discussão que englobam as várias dimensões da modalidade.